O ex-prefeito Wagner Dos Santos Carneiro, o Waguinho (Republicanos), teve R$ 60 milhões em ativos financeiros, imóveis e veículos bloqueados por determinação da 2ª Vara Cível da comarca. A medida cautelar é fruto de uma ação civil pública movida pela atual administração municipal, chefiada pelo prefeito Márcio Canella (União).
A acusação central gira em torno de supostos atos de improbidade administrativa que teriam causado um prejuízo vultoso aos cofres públicos. Segundo o processo, a gestão de Waguinho teria interrompido deliberadamente os pagamentos de parcelamentos junto ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município.
Essa inadimplência previdenciária, além de comprometer a saúde financeira do instituto que atende os servidores, foi um dos pilares que levou à reprovação das contas do ex-prefeito referentes ao exercício de 2022.
Além da falta de repasses acordados, a ação detalha manobras financeiras atípicas que teriam ocorrido na reta final do mandato anterior:
"Farra do PIX": Suspeita de transferências diretas de recursos do Instituto de Previdência para cerca de 600 pessoas. O agravante é que esses beneficiários não possuíam qualquer vínculo (seja como servidores ativos ou pensionistas) com a prefeitura. As movimentações teriam ocorrido às vésperas das eleições de 2024.
Colapso Financeiro: A interrupção dos repasses teria sido usada para aliviar o caixa da prefeitura de forma irregular, gerando uma dívida em cascata para as próximas gestões.
Futuro Político em Jogo
A ofensiva jurídica de Márcio Canella não visa apenas a recuperação do erário. O pedido principal no julgamento do mérito inclui:
Ressarcimento Integral: Devolução dos R$ 60 milhões aos cofres municipais.
Inelegibilidade: A suspensão dos direitos políticos de Waguinho por 12 anos.
Caso a condenação seja confirmada em instâncias definitivas, o ex-prefeito poderá ficar impedido de disputar qualquer cargo eletivo até meados da próxima década, alterando drasticamente o tabuleiro político da Baixada Fluminense.
Até o fechamento desta reportagem, a defesa de Wagner Carneiro não havia se manifestado oficialmente sobre a liminar. O espaço segue aberto para o contraditório.

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