RIO DE JANEIRO – O cenário político fluminense atravessa um período de intensa reestruturação. Em menos de três semanas após assumir o cargo, o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, acelerou uma rigorosa "faxina" na máquina pública estadual. O balanço impressiona: mais de 550 servidores comissionados foram exonerados em apenas 20 dias.
A ofensiva mira, sobretudo, os chamados "funcionários fantasmas". Auditorias internas identificaram centenas de nomes que, embora constassem na folha de pagamento, não possuíam acesso a sistemas internos ou sequer credenciamento institucional.
Os Números da Reestruturação
Apenas na última edição do Diário Oficial, cerca de 100 desligamentos foram oficializados. Além da moralização administrativa, o foco é o alívio nos cofres públicos.
Exonerações totais: +550 nomes.
Economia estimada: R$ 8 milhões por ano.
Cortes na estrutura: Extinção de três subsecretarias da Casa Civil (Projetos Especiais, Gastronomia, e Ações Comunitárias e Empreendedorismo).
A revisão não deve parar por aí. O governo já sinalizou que outros órgãos e contratos administrativos passarão pelo mesmo crivo técnico nos próximos dias.
Tensão nos Bastidores e Despacho no Palácio
Pela primeira vez desde a renúncia de Cláudio Castro, em 23 de março, Ricardo Couto deixou seu gabinete no Fórum Central para despachar diretamente do Palácio Guanabara. O gesto simboliza a transição definitiva de suas atenções para o Poder Executivo.
No entanto, o movimento "limpa-trilhos" já gera faíscas na Alerj. Aliados do ex-governador Cláudio Castro manifestaram desconforto com a demissão de quadros ligados ao antigo grupo político, especialmente em postos estratégicos como na Cedae. Analistas enxergam na postura de Couto uma tentativa de desvincular a gestão atual dos vícios da anterior, estabelecendo uma governança de transição técnica.
O Fator Douglas Ruas
Enquanto a faxina administrativa ocorre internamente, o tabuleiro político se movimenta na Assembleia Legislativa. Na última quarta-feira, Ricardo Couto reuniu-se com o novo presidente da Alerj, Douglas Ruas, para alinhar o diálogo institucional.
Ruas, eleito com 44 votos após um boicote da oposição, queixou-se de um isolamento político, mas deu uma declaração que sacudiu os corredores do poder: ele pretende assumir o governo interino, hoje sob o comando do Judiciário.
"O diálogo entre os poderes é fundamental, mas a legitimidade política para conduzir o Estado em um momento de crise deve retornar ao Legislativo conforme o rito sucessório", sinalizou Ruas durante o encontro.


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