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Foto: Felipe Soares/ Divulgação PMN |
Em Nilópolis, Calçadão da Mirandela recebe Feira de Adoção de Animais neste sábado
Nenhum comentárioquinta-feira, março 13, 2025
15:48Esporotricose: subnotificação e mitos sobre a doença mascaram a realidade
Nenhum comentárioquinta-feira, março 06, 2025
15:06A esporotricose, uma micose profunda causada por fungos da família Sporothrix, avança pelo Brasil transformando-se em uma epidemia urbana. Antes restrita a áreas rurais, a doença agora assombra grandes centros, com gatos frequentemente associados à sua transmissão. Segundo a médica-veterinária e consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Farah de Andrade: "Os gatos não são os vilões, mas sim as vítimas, que precisam de cuidado e proteção".
Classificada como zoonose, a infecção ocorre quando o fungo penetra camadas profundas da pele de humanos e animais, geralmente por meio de cortes ou arranhões. Em humanos, os sintomas variam de lesões cutâneas semelhantes a picadas de mosquito até formas graves, como a pulmonar, que pode ser confundida com tuberculose. Nos gatos, a esporotricose é ainda mais agressiva, com feridas ulceradas que evoluem rapidamente, podendo atingir o sistema linfático e órgãos internos.
Cenário alarmante: números em ascensão
Estados como Paraná, São Paulo e Pernambuco registraram aumentos exponenciais antes mesmo da notificação compulsória da doença. No Paraná, por exemplo, os casos humanos saltaram de 253, em 2022, para 853 em 2023. Entre os felinos, o crescimento foi ainda mais expressivo: de 1.412 para 3.290 no mesmo período.
Em São Paulo, 403 casos humanos foram confirmados até setembro de 2023, contra 388 no mesmo período do ano anterior. Já Pernambuco registrou 287 diagnósticos humanos em 2022 e 155 até outubro de 2023.
“No fim de janeiro deste ano, a esporotricose humana passou a fazer parte da Lista Nacional de Notificação Compulsória e deve ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), o que nos dará, em um futuro próximo, uma perspectiva mais realista do avanço da doença. Esperamos que, com isso, iniciativas públicas e maior conscientização da população resultem em melhor controle da esporotricose”, comenta o médico-veterinário e presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná, Dr. Adolfo Sasaki.
Gatos: vítimas, não vilões
A associação equivocada entre gatos e a transmissão da esporotricose tem levado a atitudes extremas, como o abandono e até o sacrifício desses animais. "Assim como ocorreu com os macacos durante a febre amarela em 2018, os gatos estão sendo injustamente culpados. Eles são vítimas da doença, não os responsáveis por sua disseminação", alerta a Dra. Farah.
O abandono de animais doentes, além de ser crime de maus-tratos, agrava a situação. "Ao descartar um gato com esporotricose, o responsável não só condena o animal, mas também cria novos focos da doença, contaminando o ambiente e colocando outras vidas em risco", explica Sasaki. Recentemente, o CRMV-PR promoveu uma ampla campanha de conscientização da população sobre a importância de não deixar os gatos com acesso às ruas, além da responsabilidade com o tratamento e a higiene ambiental.
Sinais clínicos e prevenção
Em humanos, os sintomas incluem feridas na pele, febre, dor e, em casos graves, dificuldades respiratórias. Nos gatos, as lesões ulceradas são o primeiro sinal, seguidas de secreções, falta de apetite e letargia. "Quanto mais rápido o diagnóstico, maiores as chances de cura. A esporotricose tem taxas de cura superiores a 90% quando tratada adequadamente", reforça Farah.
As principais medidas preventivas são:
- Manter os animais dentro de casa;
- Realizar passeios apenas com supervisão;
- Castrar os pets para evitar fugas e contato com outros animais;
- Utilizar luvas ao manipular terra, plantas ou animais suspeitos;
- Isolar e desinfetar diariamente o ambiente de animais em tratamento.
Tratamento: alternativas para facilitar a adesão
A conscientização sobre a doença, o diagnóstico precoce e o tratamento correto são fundamentais para frear o avanço da esporotricose. “Existe tratamento para esporotricose, porém, ele é longo e os felinos não costumam aceitar a administração de remédios facilmente. Por isso, a manipulação de medicamentos é uma excelente alternativa. Fórmulas com flavorizantes, como salsicha, linguiça ou frango e formas farmacêuticas, como pasta oral ou molho, facilitam a adesão ao tratamento”. A DrogaVET manipula antifúngicos como itraconazol, iodeto de potássio, cetaconazol, terbinafina e fluconazol e ainda pode combinar fórmulas com silimarina ou silibin (hepatoprotetores). Fármacos de uso tópico também podem ser prescritos e manipulados para controle das lesões.
A doença não é uma sentença de morte, mas exige atenção e ação coletiva. Enquanto os números crescem, a desinformação e o abandono de animais continuam a alimentar a epidemia. Combater a doença requer união, educação e, acima de tudo, responsabilidade.
Castramóvel permanece no Wona até dia 27 de fevereiro, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense
Nenhum comentáriosexta-feira, fevereiro 21, 2025
16:31Xixi de pet: Saiba dicas para eliminar odores de sofás e tapetes
Nenhum comentárioquinta-feira, outubro 10, 2024
15:47Dividir a casa com pets é, sem sombra de dúvida, uma experiência recompensadora e de muito amor. Porém, é necessário estar preparado para lidar com possíveis acidentes que eventualmente podem acontecer e o xixi fora do lugar é um deles. Alvos frequentes desses pequenos incidentes, os sofás e tapetes precisam de cuidado redobrado na higienização e proteção, para que não acumulem odores ou manchas ao longo do tempo. Para auxiliar nesses casos, Fritz Paixão, CEO e fundador da CleanNew, uma das maiores franquias de higienização e conservação de estofados do Brasil, listou algumas dicas infalíveis.
Sujou? Seja rápido
A agilidade em limpar o local assim que notar a urina nos estofados é o segredo para minimizar os danos. “Quanto mais tempo o xixi ficar no tecido, mais difícil de removê-lo completamente. Nesses casos, há a possibilidade do uso de produtos nos locais que neutralizam o odor e evitam as manchas, como PiPi Clean e Pipi Shielding. Um irá retirar a mancha e o odor de uma forma rápida e o outro irá blindar a região para proteger o tecido”, explica.
Limpeza especializada
A limpeza correta do estofado é indispensável para evitar o acúmulo de odor e manchas e, principalmente, faz toda a diferença para manter a vida útil do estofado. “O acúmulo de xixi pode deixar manchas difíceis de sair apenas com um paninho molhado. Com o tempo e a recorrência desses pequenos acidentes, o tecido vai ficando cada vez mais manchado e perdendo a cor, além do cheiro que pode não sair. Uma limpeza especializada é a melhor opção para quem quer mantê-lo sempre novo e prolongar sua vida útil”, destaca Fritz.
A blindagem será sua maior aliada
A melhor forma de evitar odores é também blindar o tecido, assim qualquer problema que aconteça, como a urina, não terá a possibilidade de alcançar a fibra e consequentemente estragá-la. Caso isso aconteça com o tecido blindado, basta usar um guardanapo, ou uma flanela branca para retirar todo o excesso de urina. Caso o tecido não esteja blindado não faça nada, não passe nenhum produto químico pois pode piorar o problema”, completa o especialista.
Umidade pode contribuir para o desenvolvimento de otites externas
Nenhum comentárioEstações chuvosas ou em áreas tropicais, a umidade no ambiente pode contribuir para o desenvolvimento de otites externas. Isso ocorre porque o aumento da umidade favorece a proliferação de bactérias e fungos no canal auditivo dos cães, tornando-o mais propenso a infecções. Além disso, cães com orelhas pendentes, como Cocker Spaniels e Basset Hounds, são especialmente suscetíveis a otites relacionadas à umidade, pois suas orelhas grandes dificultam a ventilação adequada do canal auditivo.
A chamada otite externa é definida como uma inflamação do epitélio que reveste o canal auditivo externo. ''Inicialmente os sinais clínicos, podem passar despercebidos dos tutores, porém, se não tratadas, elas podem levar à perda parcial ou total da audição. Esses microrganismos encontram nas condições de calor e umidade o ambiente ideal para se multiplicar rapidamente", explica Marília Scauri, gerente de produtos da Pearson Saúde Animal.
Os tutores devem ficar atentos aos sinais clínicos mais comuns de otites, como coceira intensa das orelhas, sacudidas frequentes da cabeça, além de mau cheiro e secreções no canal auditivo. Em casos mais graves, os pets podem apresentar perda de equilíbrio, sensibilidade ao toque nas orelhas e até inclinação da cabeça para o lado afetado. "Otites não tratadas podem evoluir e comprometer seriamente a audição dos animais", alerta Marília.
Para proteger os animais contra as otites, é importante que os tutores fiquem atentos aos sinais. Exames preventivos regulares são fundamentais, assim como higiene dos ouvidos com produtos, como Cleangard Oto, da Pearson Saúde Animal, que remove com eficiência o excesso de cerúmen e auxilia o tratamento das otites, criando um ambiente menos propício ao desenvolvimento de bactérias e leveduras, além de prevenir complicações futuras.